Projeto "Redação em foco"

Aluna: Marina Fadul Neves do Couto
Professora Responsável: Patrícia Almeida
Turma: 9º Ano - 04 - Ensino Fundamental

Título: Salvar vidas: um ato para poucos

Uma das características do sistema de saúde brasileiro é o imenso número de pessoas aguardando em filas o recebimento de órgãos para a realização de transplantes. Esse número não decai tão facilmente devido à grande dificuldade de indivíduos que ainda se recusam a doar órgãos ou à intervenção dos familiares no processo. Um dos grandes motivos dessa barreira é a falta de informação que, infelizmente, ainda é presente em muitas regiões do Brasil.

Embora seja uma questão cultural, podendo ser extremamente rejeitada por diversas religiões, devemos nos conscientizar sobre o processo de doação de órgãos. Atualmente, cerca de 23,4% de doadores em potencial recusam-se a realizar tal ato devido à desconfiança em relação ao sistema de saúde brasileiro, que ainda é muito precário. Entretanto, uma parcela de 16% sofre com a falta de conhecimento sobre o assunto, o que é um grande empecilho para a realização de transplantes.

Além da falta de informação, muitas famílias recusam-se a aceitar a doação de órgãos após a morte encefálica, tendo cerca de 45% de negação por parte dos familiares em 2013. Portanto, para reduzir efetivamente o número de pacientes que aguardam o recebimento de seus órgãos, devemos utilizar a influência de mídias sociais para conduzir tal informação ao maior número de pessoas possível. Utilizando desse meio (podendo ser por mídias visuais ou até mesmo impressas), o número de pacientes que esperam o recebimento de órgãos poderá diminuir continuamente, enquanto a influência social poderá estimular a discussão aberta sobre o tema dentro das famílias, aumentando assim o número de doadores vivos.

Contudo, apenas a influência social não irá contribuir para o aumento massivo no número de doação de órgãos. É de extrema importância que um indivíduo manifeste seu posicionamento em relação a tal questão e deixe claro para seus familiares seu desejo de doar, pois a família o cumprirá e, pouco a pouco, o número de doadores crescerá efetivamente no Brasil. Assim, menos pessoas serão enterradas com órgãos que poderiam ser compatíveis com pacientes necessitados. Desse modo, o amor ao próximo poderá ser difundido com maior facilidade.